Fórum de Leitura apresenta Certidão de Nascimento de Barueri

Posted on 07/04/2014

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Exposição, palestras, Prêmio Barueri de Literatura marcaram a segunda-feira, 31

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A Secretaria de Cultura e Turismo realizou dia 31, dentro da programação de aniversário de 65 anos de Barueri, o Fórum de Leitura. O evento serviu para apresentar os programas de leitura da secretaria, a Carta de Anchieta, efetuar a entrega da segunda etapa do Prêmio Barueri de Literatura e ter palestras com as bibliotecárias Adriana Cybelle Ferrari e Sueli Regina Marcondes Motta.

Os participantes foram recepcionados no Centro de Eventos, palco do Fórum de Leitura, por uma exposição dos bustos de grandes escritores com informações sobre cada um deles, inclusive suas obras, além de uma mostra dos programas da Secretaria de Cultura e Turismo de incentivo à leitura. Entre outros, foram expostos a Hora do Conto, que acontece nas onze bibliotecas municipais; a barraca de troca de livros que integra a Feira Noturna; a Biciteca, bicicleta adaptada para funcionar como gibiteca; a Motolivro, motocicleta utilizada para a entrega de livros em domicílio; o programa de doação de livros – Encha o Saco de Futuro, doe um livro; o Mochilivro, serviço disponibilizado pelas bibliotecas para atender empresas e escolas, além dos ônibus utilizados pela secretaria, um deles que estampa frases de obras de grandes autores e o outro uma biblioteca volante.

“Barueri já é ranqueada por ter o maior número de bibliotecas per capita. Queremos ser conhecidos como cidade de leitores”, disse o secretário de Cultura e Turismo, João Palma, na abertura do evento.

O secretário disse ainda que “a leitura dá identidade à língua e ao povo”. Ele informou aos professores e alunos, parte do público presente, que há três possibilidades para se formar leitores: 1º – quando a pessoa nasce numa família de leitores, 2º – quando a escola tem a leitura como parte do cotidiano dos alunos e 3º – quando entre 7 e 10 anos se desperte o prazer pela leitura. “Nós queremos trabalhar a base, para que sabe, amanhã ou depois, nossos jovens lerem Grandes Sertões Veredas por prazer”, disse.

Na sequência, a secretaria fez uma breve apresentação dos resultados obtidos na pesquisa sobre dificuldades e hábitos de leitura da população. O levantamento, realizado desde novembro de 2013 por funcionários das bibliotecas públicas, é que ajudará a nortear a política pública de incentivo à leitura.

 

Certidão de Nascimento

No Fórum de Leitura, a secretaria também fez a apresentação da Carta de Anchieta, documento classificado como Certidão de Nascimento de Barueri. O documento foi apresentado pelo professor e historiador, Elias Silva, diretor da secretaria.

“A Carta de Anchieta data de 11/11/1560. É extremamente longa, porque Anchieta era o responsável pelas cartas quadrimestrais da Companhia de Jesus. Na carta, ele relata a instalação de alguns índios na área doada pelo governador da capitania de São Vicente, Jerônimo Leitão, na atual Aldeia de Barueri. Também foi ali que ele mandou construir a primeira capela, a Capela de Nossa Senhora da Escada”, explicou.

O diretor disse ainda que a “Carta de Anchieta inaugura a leitura em Barueri. Anchieta era literato, professor, médico, poeta, e foi ele quem mencionou Barueri pela primeira vez, catequizou os índios na Aldeia de Barueri, então não é errado dizer que a cidade nasceu em uma escola”.

Palestras

Para fechar o Fórum de Leitura, houve palestra das bibliotecárias Sueli Regina Marcondes Motta (diretora da biblioteca São Paulo) e Adriana Cybelle Ferrari (coordenadora das bibliotecas públicas do estado de São Paulo).

Regina fez uma exposição sobre o funcionamento da biblioteca São Paulo, enfatizando os programas que visam ampliar o número de leitores e de frequentadores.  Ela disse ainda sobre o grande desafio, que é atrair o jovem para as bibliotecas, por isso vários programas estão sendo redefinidos para focar mais esse público.

Adriana fez uma palestra mais técnica, “As bibliotecas e o advocacy”, apontando sugestões para envolver a comunidade, ONGs, instituições, entre outros, nas atividades e necessidades das bibliotecas. “Quando a biblioteca estiver inserida no dia a dia da comunidade, ela será empoderada pelo munícipe”, disse, lembrando que o advocacy envolve identificar, adotar e promover uma causa.

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